Voltei a escrever. Saí da espiral para baixo ao qual meu intelecto havia se submetido e consegui voltar aqui e escrever algumas linhas sobre esta questão última que todos nós nos questionamos a todo momento. Na verdade, o que escreverei aqui é a reprodução de algumas coisas que ouvi, li e vi nos últimos dias que me fizeram refletir e me auto-punir como nunca havia acontecido antes. Essa personalidade de Marcos Rezende que tento com esforço coordenar é “quadrada” demais e por vezes me mete em enrascadas cerebrais que me deixam até revoltado com a própria vida.
Ao mesmo tempo em que penso em uma coisa, penso em outra, com um grau sem tamanho de auto-cobrança e inadmissão de falhas que me torna o pior coach que eu poderia ter. E a coisa piora quando estudo mais e compreendo que nada sei e que o que penso que sei é só uma tentativa do Marcos Rezende querer roubar a cena e tomar o controle, pois afinal de contas, para que esta personalidade consiga existir, ela precisa de dor, luta, mudanças bruscas e guerra, como se fosse um dragão cuspindo fogo por cima de tudo e de todos sem olhar para trás e tendo prazer em fazer “churrasco” da sua própria vida.
“Como todos nós estamos vivos, podemos supor que é óbvio que a vida está em nós e se nós não compreendemos o significado da vida, isto quer dizer que nos falta autoconhecimento.”
Ontem, assisti a uma palestra do Ricardo Lindemann, ex-presidente da Sociedade Teosófica no Brasil que foi iniciada com a frase acima, para minha tranquilidade que estava lutando para administrar os quereres desta personalidade. Não que houvesse me esquecido que a base de todos os problemas da humanidade está no pouco conhecimento que cada um tem de si mesmo, mas relembrar este tema sempre é bom para quem está em busca de alguma saída.
Quando digo saída, quero dizer que por ter me visto preso e torturando-me dentro da minha própria cabeça, é fato que existe também uma forte identificação minha com o que aparento ser e com o que aparentemente acontece a mim. Levando a vida muito a sério, ao invés de desfrutar do prazer de estar participando deste imenso jogo.
É bem sabido, que tudo o que escrevo aqui, seja sobre coaching, filosofia, economia, empreendedorismo, etc. é fruto das minhas leituras de livros nada convencionais e que passam longe da administração de empresas convencional. Na realidade, leio estes livros e aplico seus conhecimentos ao meu dia-a-dia como empreendedor frente à Noxion, minha empresa de marketing digital, e escritor aqui no Insistimento, procurando de alguma forma levar à pratica os ensinamentos originados nestes livros e que podem, com a devida atenção e sabedoria, serem colocados em prática na nossa vida cotidiana.
Um desses livros que altamente recomendo para quem é empreendedor, tendo ou não a sua empresa, é o livro Karma Yoga, A Educação da Vontade de Swami Vivekanda, que coloca os pingos nos “is” de diversas questões que nós empreendedores passamos diariamente nos nossos conflitos com o medo. Neste livro, aprendi que nossa grande missão, nossa tarefa, está na ação e não no resultado da mesma. Temos que nos conhecer suficientemente para definirmos o nosso agir diário e educando a nossa vontade praticar a Yoga, o equilíbrio das nossas forças na ação.
Foi passando por uma crise com dor de cabeça, falta de voz, sinusite que mais uma vez consegui recuperar ensinamentos perdidos na minha alma que retornaram e agora pude compartilhar com o estimado leitor. Não tenho como lhe explicar o significado da vida, mas ela pulsa em todos os lugares, apesar de estarmos cegos quanto a isto, basta mergulharmos fundo em nossas crises (e não tentar fugir delas) que a sabedoria (vinda da experiência direta do conhecimento pela própria experiência) brota como uma semente se feijão começa a brotar sem qualquer “razão” aparente.
Experimente abrir uma semente de feijão ao meio e veja se lá existe algum mecanismo que faça um pé de feijão nascer. Lá é vazio de coisas que nossos olhos não conseguem ver e talvez cheio de algo que ainda não conseguimos enxergar no vazio de nós mesmos.
Continuemos.
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