Sempre me pergunto porque determinadas situações aparecem na nossa vida de maneira a se repetirem até que somem todas de uma hora para outra quando resolvemos o problema. Você já percebeu que quando estamos com algum problema dentro de nós, aparece alguém do lado de fora com problema semelhante? É claro que estou julgando a sua vida pela minha, mas vou te confessar uma coisa: “Isto acontece comigo direto”. Sejam pessoas que me contratam como coach, pessoas que contratam a Noxion ou pessoas da minha equipe ou família, sempre que eu estou com alguma coisa estagnada na cabeça, me vem um e-mail, um telefone ou aquela conversa que mais parece que estou falando diante de um espelho, ou melhor, vendo um espelho falar.
Foi assim que de uns tempos para cá, eu parei de procurar em livros ou em conclusões do passado respostas para estas pessoas e passei a fazer um exercício bem interessante que chamou a minha atenção pelos resultados. Já havia lido coisa a respeito no livro Limite Zero de Joe Vitale, mas as técnicas do livro me pareciam um pouco estranhas e até hoje são, mas quando comecei a exercitar a busca dentro de mim para as perguntas que a vida me colocava à experiência, notei que aquilo, apesar de estranho, funcionava.
O QUE FAÇO?
Quando alguém me fala que está passando por alguma situação, na mesma hora começo a refletir dentro de mim onde que eu estou passando pela mesma situação até achar o ponto. Quando o acho, me afasto da situação e olho-a de longe, observando o meu problema e o “meu problema refletido” imaginando como posso resolver o meu problema que está de frente ao espelho e assim, mudar a imagem formada nele.
Isso tem funcionado e possibilitado que eu concluísse que realmente nós nunca podemos salvar o mundo, só a nós mesmos, pois o mundo continuará a girar com os seus problemas de sempre passando de épocas e épocas e só o que podemos fazer é exercitar, dentro dele, com as experiências que ele nos dá, a nossa moral.
A QUE ATRIBUO ISSO?
Já uma crença antiga minha que nós somos apenas um cenário para a vida dos outros. Que os nossos olhos são moldados pela nossa personalidade para enxergar o que quer. Por isso, quando queremos nos aborrecer, nos aborrecemos, quando queremos fracassar, fracassamos e quando acreditamos em nós, vencemos. O mundo está lá, sendo apenas um palco para que você e sua personalidade atuem como num jogo de vídeo game, nada mais. Cabendo a você, apenas, fazer a sua parte para levar o seu “bonequinho” até a última fase.
Por isso, tudo que as pessoas chegam até nós representam é um reflexo da nossa própria personalidade, até que consigamos nos libertar dela. Até lá, tendências, impulsos, vocações e crendices governaram a nossa vida.
E lembrando do videogame, uma nota:
Já percebeu que quanto mais você avança nas fases o inimigo se torna maior e mais difícil?
Pois é, se você pensa que as coisas ficam fáceis por você estar evoluindo, não se engane, elas ficam mais difíceis e só há um jeito de escapar: realizando que você não é o “bonequinho” que toma tiro na “tela”.
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