Este é o primeiro guest-post (post de convidado) de uma série que a profissional de coaching, Bia Mendonça, estará produzindo para cá. Ela, que trabalha com orientação profissional para adolescentes e jovens, faz um trabalho bem bacana unindo técnicas de coaching de talentos às técnicas de orientação vocacional. Neste primeiro artigo, Bia Mendonça fala sobre a geração Z (aquela que vem logo após a Y – a minha) e o mercado de trabalho. Nossos futuros funcionários e concorrentes serão dessa geração e nada mais justo que começar a estudar desde já como funciona a mente dessa “galerinha” que vai pintar a nova cara do nosso planeta. Fique com a matéria:
De acordo com estudiosos do comportamento humano, crianças que nasceram a partir de 1995 até os dias atuais pertencem a um grupo denominado “Geração Z”. A grande nuance dessa geração é zapear. Daí o Z. Meninas e meninos da Geração Z, em sua maioria, nunca conheceram o mundo sem computador, chats, telefone celular. Sua maneira de pensar foi influenciada desde o berço pelo mundo complexo e veloz que a tecnologia engendrou. Diferentemente de seus pais, sentem-se à vontade quando ligam ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e internet (às vezes tudo em um só aparelho!).
A obsolescência é algo bastante comum nos membros desta geração. A rapidez com que os avanços tecnológicos se apresentam atualmente acabaram por incentivar os jovens a deixar de dar valor às coisas rapidamente. Isso começa bem cedo, quando crianças esperam o ano todo para ganhar um brinquedo e depois de dois dias ele já está largado em um canto. Os próprios adultos andam apoiando esse tipo de comportamento dando aos filhos celulares, lap tops que rapidamente se tornam obsoletos.
Uma das características marcantes são os problemas de interação social. Muitos deles sofrem com a falta de expressividade na comunicação verbal, o que acaba por causar diversos problemas principalmente com a Geração Y, anterior a sua. Essa Geração também é marcada pela ausência da capacidade de ser ouvinte.
Se a vida no virtual é fácil e bem desenvolvida, muitas vezes a vida no real é prejudicada pelo não desenvolvimento de habilidades em relacionamentos interpessoais. Vive-se virtualmente aquilo que a realidade não permite. Talvez daí venha o fascínio dos jovens por jogos fantasiosos onde estes podem ser o que quiserem, sem censura ou repreensão.
Outra característica essencial dessa geração é o conceito de mundo que possui, desapegado das fronteiras geográficas. Para eles, a globalização não foi um valor adquirido no meio da vida a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância. Como informação não lhes falta, estão um passo à frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos novos tempos.
Essa característica pode permitir que no mundo do trabalho eles possuam uma visão ampla, ou seja, os futuros profissionais enxergarão a empresa em todos os âmbitos e terão uma noção maior do que deve ser feito para que ela cresça. Também entenderão que a organização está inserida em um universo de conexões, e a importância de mantê-las saudáveis aumentará.
Outro ponto positivo desses profissionais será que eles por conseguirem fazer várias coisas ao mesmo tempo poderão se tornar funcionários multitarefa. Por outro lado, se não receberem instruções para focarem suas atividades, serão profissionais dispersos, que se concentram muito menos em uma só ocupação. Enquanto os demais buscam, essa geração precisa aprender a selecionar e separar o joio do trigo. E esse desafio não se resolve com um micro veloz e sim com objetivo, foco e metas. O desafio estará em capacitar líderes que consigam uma boa comunicação, uma excelente relação inter-pessoal (e intra-pessoal) e consiga manter a equipe focada e motivada.
Dentro da sociedade, a atuação política destes jovens também pode se tornar bastante preocupante, afinal, a enorme quantidade de itens tecnológicos e informações desnecessárias acabam por distrair suas mentes, tornando-os, na maioria das vezes, alheios à vida política de sua comunidade, sua cidade, seu país e o próprio mundo.
Conectados com o mundo digital, os jovens que nasceram sob o domínio da tecnologia chegam ao mercado de trabalho esperando por um mundo semelhante ao seu, conectado, aberto ao diálogo, veloz e global. O celular,Orkut, Facebook e o Twitter fazem com que as crianças e jovens de hoje vivam em constante diálogo e valorizem a comunicação. Dessa forma, tendem a exigir acesso direto aos superiores e explicações daquilo que lhes é solicitado. Em empresas com uma hierarquia flexível, essa atitude é positiva, até encorajada, mas, em companhias com posições bem definidas, os questionamentos da podem não ser tão bem vistos. Essa geração pede mudanças pois iniciam uma tendência que deve continuar: a integração total com a tecnologia.
Aos empresários fica a opção de atualizar seus métodos e criar novos meio de motivação e liderança para poder receber o profissional que em pouco tempo estará fazendo sua primeira entrevista de trabalho. Essa é uma opção para aqueles que escolherem maximizar o uso desses talentos que estão cheios de idéias para desbravar o mundo profissional.
Acompanhe nosso trabalho:
É ótimo !!!