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Sirva mais aos outros do que a você mesmo

No post de sábado, publiquei uma série de hábitos saudáveis para incorporarmos ao nosso dia-a-dia de forma a nos tornarmos melhores e evoluirmos. Porém surgiu uma dúvida de um leitor que deve ocupar a cabeça de mais alguém que chega até este blog buscando inspiração e motivação para transformar a sua vida de sobrevivência em uma vida de autorealização e felicidade. Assim, resolvi esclarecer aqui este ponto de modo a não deixar mais dúvidas sobre este propósito maior das nossas vidas que é o de servir.

“Sou da opinião de que a minha vida pertence à comunidade como um todo e, enquanto viver, é meu dever e meu privilégio fazer por ela tudo o eu que puder.” – Bernard Shaw

As perguntas abaixo foram um pouco difíceis de serem respondidas, mas me esforcei um pouco para meditar e filosofar para proporcionar uma resposta simples e direta ao estimado leitor. Se deslizar em algum ponto, por favor, colabore e me ajude a enxergar o caminho a seguir.

SERVIR É SUBMISSÃO?
É tão difícil que nós ocidentais concebamos que cada um de nós complementa o outro e está unido ao outro que preferimos competir que colaborar. Até mesmo aquela colaboração da bandeira da ecologia e da sustentabilidade é feita com o olhar focado na recompensa trazida pelo marketing positivo. Competir e consumir se tornaram verbos-chave da sociedade ocidental que prefere entender que uma mão é um conjunto de dedos ao invés de algo único que contém dedos que não vivem independentes e que só dão sentido a mão se estiverem juntos trabalhando nas mesmas tarefas.

Na cultura oriental as crianças são criadas desde cedo como parte do todo da humanidade. São dedos de uma mão que compreendem que nada são se os outros dedos resolverem se tornarem “maiores” ou “melhores” que ela. Aliás, maiores ou melhores são termos comparativos ilusórios que dão a noção errada sobre a realidade que é uma só: a busca do equilíbrio constante no trabalho diário para poder ajudar outros dedos a fazerem a sua parte bem.

Vamos pensar nisso mais um pouco: “cada um deve ajudar os outros a fazerem a sua parte bem”. Isto é servir.

Se você ainda não é profissional ou já o é e trabalha em uma empresa, procure servir mais ao outros auxiliando-os a fazerem melhor o trabalho deles. Se você ainda não é empresário ou já o é, procure administrar o seu negócio focando somente em criar soluções para que os seus clientes façam melhor o trabalho que eles devem fazer.

SERVIR NÃO PERMITE QUE VOCÊ SEJA A DIFERENÇA?
Servir é a diferença que precisamos no mundo, pois enquanto a história da humanidade nos conduziu a nos guardarmos dentro dos nossos valores e nos dividirmos do mundo, nós, nesta geração e neste momento, precisamos ajudar uns aos outros a atingir a autorealização naquilo que podemos e temos o dever de fazer de melhor. Enquanto escrevo este artigo, não tenho intenção além daquela de tentar consolidar as minhas idéias através de palavras e compartilhando minhas conclusões ajudar a outras a descobrirem dentro de si o seu papel.

Os grandes líderes da humanidade foram ser humanos com uma visão ampla que vendo o caminho a percorrer, foram lá e o percorreram levando outros ao mesmo objetivo. Mas do que fazer por si, faziam pelos outros a caminhada e eram o primeiro a entrar nas batalhas e os últimos a sair, pois foram suas idéias que moveram seus combatentes em uma nova empreitada em busca de um objetivo comum.

Sirva mais aos outros do que a você mesmo. Eu não sou tão relevante assim e você também não é. Não sei até onde chega o que escrevo aqui e não tenho como saber, mas deixo a porta aberta para quem quiser vir e partilhar do mesmo pensamento para evoluir cada dia um pouquinho mais em busca do perfeito equilíbrio entre alma, coração, pensamento, fala e ação.



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