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3 dicas essenciais para quando estiver diante de um grande problema

10 de fevereiro de 2010

Saboreio em gotas diárias o livro Viagem Por Um Mar Desconhecido de Khrishnamurti e hoje de manhã me deparei com um trecho bastante interessante do livro que apresenta três coisas essenciais para quando estivermos diante de um grande problema. Evidentemente, as dicas a seguir podem e devem ser utilizadas a todo o momento, mas como só agimos realmente quando somos colocados em posição de crise, penso que utilizá-las somente quando estivermos frente à frente com uma grande decisão já possa ser o início de uma boa caminhada.

  • Não se deixar guiar pelas próprias inclinações
  • Não permitir que a nossa vida seja moldada por nossos temperamentos
  • Não se deixar impelir pelas circunstâncias

NÃO SE DEIXAR GUIAR PELAS PRÓPRIAS INCLINAÇÕES, POIS MAIS AGRADÁVEIS E IMPERIOSAS QUE SEJAM
Quem na realidade somos nós? Como entes humanos, não possuímos qualquer religião, qualquer filosofia, qualquer idéia política ou qualquer time de futebol. Fica claro que, se mergulhamos um pouco para dentro da pergunta sobre quem somos, acabamos por discernir que a maior parte das preocupações que agitam as nossas vidas de manhã até a noite fazem parte de uma capa que é facilmente removida quando se leva esta questão a sério.

A maneira como fomos criados, o bairro onde moramos, o carro que dirigimos e tudo o mais que pertence a esta terra é nada mais do que fútil material de adorno para nossos pescoços e punhos que lutam para se erguer na multidão do materialismo e se defender na competição por uma “vida” melhor. Olhar um problema pelo buraco da fechadura é restringir as suas soluções. Observar, refletir e enxergar um problema com uma visão ampla, com uma passo atrás das nossas percepções, faz-nos-á discernir profundamente sobre a raiz do problema e encontrar a solução mais harmônica e natural possível.

NÃO PERMITIR QUE A NOSSAS ATIVIDADES, NOSSA VIDAS VIDAS SEJAM MOLDADAS POR NOSSO TEMPERAMENTO, COMO QUER QUE ELE SEJA, INTELECTUAL OU EMOTIVO
Por outro lado, além de nossas tendências “domesticadoras”, nosso ímpeto por sermos e termos, faz com que deixemos que tudo à nossa vida se torne um espelho do nosso temperamento, seja intelectual ou emotivo. Pelo ponto de vista intelectual, talvez nos fechemos em caixas adaptadas para vivermos em conjunto com outros entes humanos. Caixas físicas e caixas sociais de enquadramento e de padronização. Pelo ponto de vista emocional, nos envolvemos de desejos e quereres que nos distanciam do que realmente queremos para o que pensamos que queremos baseando-nos na visão de um conjunto social que não nos pertence.

Perceba que talvez neste momento, a maneira como encara este texto ou a maneira como encara o seu dia-a-dia não passa simplesmente da maneira como funciona o seu ego em rebuliço pelas suas idéias e emoções que tenta, segundo após segundo moldar o cenário à sua frente.

NÃO SE DEIXAR IMPELIR PELAS CINSCUNSTÂNCIAS
Existe a nossa vida e existe a maneira como a nossa vida acontece. Uma coisa é a vida que se dá antes mesmo de brotar um só pensamento inconsciente na nossa mente. Outra coisa é a maneira como a nossa vida se apresenta, as circunstâncias. O que acontece à nossa volta, começando do ponto de onde nós mesmo observamos e julgamos os acontecimentos, não fazem parte da nossa vida e sim das circunstâncias onde estamos postos para experenciar determinadas atividades.

CONCLUSÃO
Lendo estas dicas no livro e comentando-as aqui neste texto, reflito que a atividade principal que talvez seja a grande chave para a felicidade, é poder enxergar com dois passos atrás de nós mesmos o que estamos prestes a agir. Apesar de não conseguir praticar isto a todo momento, pois sou um ser humano ainda envolto por toda essa nuvem escura e bagunçada que me corrompe, tento praticar quando me vejo de um grande problema a filosofia do Taoísmo que diz para agirmos sem agir.

Agir sem agir, talvez seja a chave da harmonia social que buscamos. Quando uma ação contra nós se apresenta e damos um passo para trás para observar melhor a situação (agindo) talvez façamos o movimento contrário ao da ação que retorna em inação para o agente que proporcionou a força contra nós.

Acho que não foi oportuno nomear este subtítulo como “conclusão”, pois de certo, estou longe de concluir alguma coisa.

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