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Quando o cansaço bate, o coração valente pulsa

9 de fevereiro de 2010

Quando o cansaço bate, o coração valente pulsa para dar ânimo aos fracos, comida aos famintos e alento aos desesperados. O cansaço, destruindo moinhos, desmoronando pedras e alicerces, enfraquece muros arrebentando-os como ondas de uma ressaca de uma vida mal vivida e planejada. O futuro é, pois, um caos entre o possível e o sonho mal delineado que por privar-se muito da sua alma, do seu coração e de cada gota de sangue que por ele passa, descansa impuro no solo fértil onde novas idéias brotariam.

Ah! Como era boa a vida de futebol e cerveja. Jogar conversa fiada com os amigos na beira da praia. Desafogar emoções em busca do prazer mínimo, pequeno, finito sob qualquer aspecto. Preocupar-me com meu time de coração ou as diretrizes do novo governo, eram prazeres inestimáveis. Discutir questões distantes da realidade então, era o supra-sumo da bestialidade em que eu próprio corrompia meus pensamentos ao serviço dispensável do meu caminhar.

Tão longe está tais ideais hoje em dia. Preocupações se esbarram aos cinco cantos dentro do quarto entulhado da minha cabeça. Mente descontrolada, afazeres imperfeitos ainda. Tanto tempo se passou desde a época onde era escravo, mas ainda não me é possível enxergar-me liberto das algemas implantadas pelas tendências ancestrais e culturas as quais exponho minha capa todos os dias. Mente vilã e fútil. Desordem, descompostura.

Não controlo a mim e nem a ela, mas persisto mesmo sem ter uma idéia precisa e plena daquilo que sou, porque o cansaço é forte, mas me sinto feliz pelo meu coração ainda pulsar, mesmo sendo o sangue de baixa qualidade.

Vim, Vi, perdi, aprendi, passei e fui.

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