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Nossa vida está pronta para enfrentar a morte como na tragédia do terremoto do Haiti?

14 de janeiro de 2010

Um terremoto que pode ter matado mais de 100 mil pessoas e que provocou uma tragédia no Haiti, matando inclusive a nobre Zilda Arns, chamou a minha atenção novamente para um tema que muito gosto de debater: a morte. É normal sentirmos fraqueza e cansaço com as decepções que a vida nos apresenta, mas até que ponto nos mantemos atados a estes sentimentos para não realizarmos a tarefa essencial que nos cabe realizar. Dentre os mortos na tragédia do Haiti, talvez somente Zilda Arns tivesse realmente executado as tarefas necessárias que fizeram valer sua vida, tendo em vista as suas realizações junto à Pastoral da Criança.

Sempre que recebemos algum baque é natural pensar em desistir de tudo, dar um ou muitos passos para trás, parar de querer mudar o mundo e se dedicar mais a si mesmo. Porém, citando Richard Bach em seu livro Fernão Capelo Gaivota, não se pode passar a vida inteira brigando por causa de alimento enquanto o nosso propósito, enquanto gaivotas, é de nos tornarmos melhores na arte de voar, não melhores que os outros, mas melhores que nós mesmos.

CAMINHO RETO
Tudo bem. Determinamos um caminho para a nossa vida. Uma visão de futuro. Um sonho. Uma meta audaciosa. Mas como resistir às provas como um verdadeiro discípulo de si mesmo, falando menos, agindo mais e persistindo na missão a qual nos determinamos?

Escolhendo os pensamentos.

Nossa mente está tumultuada, iludida, estressada, agindo por impulso de acordo com nossos instintos e pensando no automático. Não escolhemos nossos pensamentos e nossas ações se tornam completos erros desalinhados com aquilo que temos que fazer. Vivemos escolhendo entre nossa vida e brigar por alimento. Conflito, medo e mentira. É assim que nossa vida é pintada diariamente por não escolhermos nossos pensamentos e, consequentemente, nossos atos.

ESTAMOS PREPARADOS PARA MORRER?
Sinceramente, se eu morrer repentinamente como na tragédia que dá título a este artigo, ficarei bastante decepcionado como se a minha vida tivesse tido vários anos de erros e uns poucos momentos de acertos. Minha personalidade se esvairia e não teria valido muito à pena a presença dela nesta sociedade. Talvez um impulso de início de evolução no final da sua vida, mas nada que tivesse um impacto relevante para o mundo.

Avaliar o quanto estamos preparados para a morte é importantíssimo, porque na próxima vez que pensarmos em desistir daquilo que nos determinamos a fazer, pensaremos que se morrêssemos logo, nossaa decepção seria maior ainda. Não existe amanhã para a vida e por isso devemos fazer o que deve ser feito todos os dias a partir de já. É melhor morrer lutando pelos seus sonhos que viver conquistando pesadelos.

“O que mais surpreende é o homem, pois perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde. Vive pensando ansiosamente no futuro, de tal forma que acaba por não viver nem o presente, nem o futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido.” Dalai Lama

AVALIE A SUA VIDA HOJE!
Por quê podemos nos ocupar com trabalho, dinheiro, propriedades, festas e máscaras se não sabemos sequer como está a nossa vida? Podemos sim parar por uma ou duas horas para avaliarmos a nossa vida. Nossa saúde, família, dinheiro, projetos, sonhos, filantropia, deveres como seres humanos, etc. É preciso que tenhamos claro na mente que se a nossa vida não serve a nenhum propósito é melhor realmente que morramos para ao menos servirmos de adubo para uma outra planta crescer e florescer.

Amanhã uma nova catástrofe pode acontecer e nós estarmos presente bem no meio do seu epicentro. Vale à pena vivermos nossa mentira hoje para morrermos amanhã? Zilda Arns, Gandhi, Madre Teresa e muitos outros pacifistas morreram fazendo o que deviam fazer. Foram únicos, colocaram suas personalidades na história, estavam centrados em si mesmos e conseguiram explodir seus talentos para o mundo, servindo-o com dignidade e nobreza.

Todos os seres humanos possuem o mesmo potencial. Por quê continuar vivendo a vida que lhe encaixaram ao invés de viver a vida que você almeja?

2 Comentários

  • Millor Machado, em 25 de novembro de 2010

    Ah-há! Achei o post que eu queria.

    Esse artigo é simplesmente sensacional, mesmo lido pela 2a vez. Acabei de recomendá-lo para uma amiga que está pensando em largar a engenharia e quer ser dentista. Meu comentário foi justamente: faça o que você acredita, seja quem você almeja ser.

    O Insistimento é recomendação obrigatória quando se trata de textos focados em estimular a reflexão.

    Abraços!

  • Marcos Rezende, em 25 de novembro de 2010

    Millor,

    putz. Obrigado cara. Hoje vou escrever mais um sobre “Eu posso estar
    errado”, um pensamento fora da caixa para quando estamos empreendendo.

    Estamos juntos, vamos nessa.


    Marcos Rezende

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