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Se você basear suas decisões no medo, seu futuro pode se tornar aterrorizante

9 de janeiro de 2010

Vamos tentar no artigo de hoje estabelecer alguma lógica entre as coisas que acontecem no futuro e as decisões tomadas no presente. Num primeiro olhar, compreendamos que o futuro é projetado sobre aquilo que fazemos hoje uma vez que o nosso passado comprova que só nos tornamos o que somos hoje porque lá atrás optamos por determinado caminho. Isto sendo verdade, podemos assumir que é possível prever o nosso futuro observando constantemente no presente as nossas emoções, pensamentos e ações a fim de checar a raiz que lhes dá origem.

Observo que dois são os sentimentos raízes que movem as nossas ações. Um o desejo e outro o medo. Ambos sentimentos comparam o que vivemos com o futuro e decidem o que fazer no momento presente. De um lado o desejo considera que tudo que já vivemos não foi satisfatório e por isso busca em algum futuro a felicidade que não encontrou. Do outro lado o medo considera o caminho que percorremos como necessário e feliz e nos atrela a isto para não nos deixar ir em frente para um outro ponto desconfortável que tornará a nossa vida sem tanto “bem-estar”.

Ambos sentimentos, por comparação, estabelecem e nos apegam a expectativas sobre uma vida que ainda não existe. É por esse motivo que não devemos manter nenhum dos dois como pais das nossas atitudes que ocorrem no presente. Projetar um futuro sem apego é diferente de estar no futuro, seja com desejo ou medo, pois isto acabará trazendo aflição, angústia e uma busca constante de uma vida que se encontra do outro lado da ponte e não no agora.

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” – Platão

UM EXERCÍCIO DE PROJEÇÃO
Você já parou para observar como uma casa é construída? Primeiro, alguém idealiza uma casa e depois desenha a sua planta, separando cada quarto para cada pessoa, instalando os móveis nesse esboço e imaginando o que mais poderia ter na casa. Depois, esta pessoa contrata um mestre de obras que entende pelo desenho da casa o que precisa ser feito e passa dia após dia na sua construção verificando se o que está sendo construído é igual ao que havia sido idealizado. Os envolvidos na obra não pensam no enorme trabalho de dias que terão para construir a casa, porque sabem que pouco a pouco ela irá se erguendo. Existe uma disciplina de construção e visualização diária ali e o mesmo podemos fazer com os projetos que instauramos nas nossas vidas.

Devemos projetar o nosso futuro e visualizar a nossa vida no presente como se já estivéssemos no futuro. A felicidade está aqui e no agora e não daqui a cinco anos. Assim, você já saberá para onde está indo e feliz quando terminar de emboçar a primeira parede da “casa”.

Se simplesmente alimentarmos o desejo de construir a casa sem cultivar uma disciplina diária de construção desse projeto, definitivamente não conseguiremos concluir a nossa obra. Da mesma forma que se alimentamos o medo de construir uma casa, faremos sempre outras atividades que não a da construção, nos cercando de paredes com objeções e desculpas confortáveis que nos colocam no papel de vítima.

É possível trazer o futuro para o presente, basta estabelecer um plano e começar a construir a sua “casa”.

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