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O que eu aprendi comendo panettone neste Natal

28 de dezembro de 2009

Que eu já estava completamente convencido de que é preciso transformar serviços em produtos para se obter uma alavancagem real nos negócios não era novidade, mas me surpreendi com o insight que tive comendo um delicioso panettone neste Natal. Não vou falar a marca, mas era daqueles que compramos no mercado, vendido em caixas bem decoradas para o Natal. Nada demais, tirando o fato de que ele era simplesmente delicioso, sendo molhado na medida certa e com um gostinho de recém saído do forno da fábrica.

NO INÍCIO, PANETTONE ERA UM SERVIÇO
Provavelmente quando o Sr. Fulano era um jovem cozinheiro, produzia esses panettones como hoje vemos as padarias produzindo tortas. Um cliente se dirigia até o seu balcão e fazia uma encomenda do delicioso “produto” que logo em seguida começava a ser produzido. Desta forma, o tempo do cozinheiro era consumido pela refinada produção de seu produto, não sobrando-lhe espaço para criar novas delícias em sua cozinha.

NÃO SE PODE VENDER SÓ PANETTONE
Com o tempo, o Sr. Fulano deve ter começado a se sentir desgastado com o fato de estar sempre cozinhando a mesma coisa. Ele até imaginava outras delícias para a sua clientela, mas não encontrava tempo para produzi-las devido ao desempenho de vendas do seu principal produto. Enfim, com uma vida que não o realizava, decidiu estabelecer uma metodologia que o levou a ter uma linha de produção automatizada que funcionasse sem a sua intervenção, dando-lhe o tempo necessário para criar novas receitas.

MORAL DA HISTÓRIA
Tanto na Noxion, como no projeto Insistimento, enxergo que é evidente a necessidade de transformar meus serviços em produtos para rentabilizar melhor ambos os negócios. Nem todo mundo deseja utilizar meus serviços em coaching de talentos, seja somente para uma sessão ou para um programa completo. Assim como nem todo mundo deseja construir um site com a Noxion. O principal motivo desta falta de interesse é o monetário, já que ambos os serviços utilizam mão de obra para terem seus “produtos” entregues. O mesmo já não ocorre quando vendemos um produto, pois depois de pronto, ele pode ser vendido para diversas pessoas sem envolver novas despesas em horas de trabalho da equipe.

Voltando ao caso do panettone, uma vez que o Sr. Fulano investiu seu tempo para transformar seus serviços em um produto, ele automatizou seus processos, melhorando-os e diminuir seus custos na produção e aumentando as suas para o maior número de pessoas. Com isso, ele rentabiliza o seu negócio proporcionando o seu crescimento contínuo ao longo do tempo e fazendo o mesmo com outras das suas receitas.

Transformar meus serviços de consultoria do Insistimento ou os serviços de criação de websites da Noxion em produtos bem formatados é um grande desafio que requer tempo e esmero debruçado no assunto. Porém, em 2009 consegui atingir bons resultados com a aplicação de algumas metodologias que levaram nossos serviços (em forma de produto) para as mãos de nossos clientes e em 2010, pretendo melhorar ambos os negócios nesse sentido.

Obrigado aos fabricantes deste maravilhoso panettone, porque realmente você encerraram um tema que ainda não havia concluído na minha cabeça.

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