Todo o mundo que vemos à nossa volta não é necessariamente o mundo que existe. É verdade. Veja que se eu tenho conhecimentos de botânica, olho uma flor e classifico-a logo para determinar a sua espécie em um só olhar. De outra forma, se não possuo conhecimentos em tal ciência, simplesmente olho a flor e a classifico como bonita, feia ou meramente a olho sem nada definir a respeito. Da mesma forma que nossos olhos pintam o mundo à nossa escolha, os olhos de outros também fazem o mesmo. Daí a conclusão de que o que você vê em mim está em você e vice-versa.
Um exercício que venho praticando é o de voltar para mim, um pensamento que aponto na direção de outra pessoa. Ou seja, se julgo que uma pessoa está irritada, reverto logo a ação e penso que eu estou irritado e por isso devo me acalmar. Se penso que uma pessoa é mal educada e sem modos, presumo logo que seja eu o portador de tal comportamento. Em verdade, somos reflexos um dos outros e, como as pedras de um rio, nos encontramos para nos polirmos.
Com a experiência que adquiri com esta prática, noto que a frase de Gandhi cada vez mais ganha sentido para minha vida, pois quando ele fala que sejamos a diferença que desejamos para o mundo, está querendo dizer que se queremos que o mundo seja mais bem educado ou menos irritado, tomemos nós a responsabilidade de sermos educados e calmos e deixemos o mundo ser da maneira como ele é, já que não sabemos ao certo quem exatamente ele é, uma vez que tudo o que vemos está nublado pelo véu da ilusão dos nossos olhos.
Você vai perceber que a cada vez que for praticando este exercício de apontar de volta o dedo que apontou para o outro, você se tornará cada vez mais crítico consigo mesmo e, consequentemente, aparecerão outros defeitos em outras pessoas que você precisa polir em você.
Além do benefício imediato de se aperfeiçoar a cada pensamento, esta prática lhe trará calma quando outra pessoa estiver bradando opiniões a seu respeito. E sendo críticas ou elogios, tudo que falam que você tem está na pessoa autora dos comentários. É fácil perceber que as pessoas felizes encontram a felicidade em quase tudo que lhes acontece, enquanto pessoas tristes se atormentam desde a hora que acordam.
Escolher melhor seus pensamentos e aproveitar as oportunidades dos dias e das noites para se polir é uma prática que o novo líder de talentos deve adquirir, pois só assim conseguirá liderar pelo próprio exemplo o mundo que o rodeia.
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