Apesar de eu acreditar e divulgar a idéia de que ser 100% responsável pelas minha atitudes é algo definitivo na minha vida, percebi neste final de semana que não é bem assim. Apesar de eu me responsabilizar por tudo o que acontece na minha vida, me irritava querendo que as outras pessoas ao meu redor, assumissem também toda a sua responsabilidade. Como eu mesmo já mencionei antes, estas pessoas que me irritavam são apenas um cenário para a minha vida e, como tal, são fruto da minha irresponsabilidade com elas também. Desta forma, responsabilizar-se pela minha vida significa que devo me responsabilizar por tudo que chega até mim, como um coachee com problemas financeiros, uma pessoa sem rumo ou alguém que só reclama da vida e dos outros. Algo em mim, me dá essa percepção da realidade da outra pessoa.
O QUE É AZUL MARINHO PARA VOCÊ É APENAS AZUL PARA MIM
Uma pessoa pode chegar até mim gritando e eu achar que ela está sendo mal educada, porém ela apenas está se expressando dessa forma porque tem problemas de audição. À primeira vista, um julgamento espontâneo meu ocorre e, por causa desse julgamento, meu cérebro inicia uma série de atividades automáticas baseadas naquela memória de “responder a uma pessoa mal educada”. Inicio um programa automático e zum… perco a oportunidade de conhecer uma pessoa excelente que possui deficiência auditiva.
Eu já fui assaltado umas 15 vezes quando morava no Rio de Janeiro. Praticamente da idade de 15 anos até mais ou menos 18 anos. Era impressionante! Perdi o costume de comprar e usar relógios porque sempre que eu começava a usar um era batata, em uma ou duas semanas já estava sem. Teve um caso onde um rapaz colocou a arma na minha cabeça em um ônibus quando eu ia para o trabalho e disse que se ninguém desse nada, eu morreria.
Assim eu montei um programa na minha mente onde toda vez que chegasse alguém muito próximo a mim com um olhar daquela maneira, vestido daquela forma e com o andar meio estranho, automaticamente eu corria. E foi assim que eu passei a proceder, correndo para lá e para cá. Vivia correndo, andando correndo, apressado, com medo, totalmente encarcerado na minha própria vida temendo a perda de um novo relógio ou alguma quantia em dinheiro.
Com o tempo, fui percebendo que aquelas minhas atitudes de julgamento eram ridículas e passei a “conversar com aqueles que vinham me assaltar”. Isso mesmo. Eu conversava com eles e não mais sofria assalto. Isto aconteceu duas ou três vezes, não me lembro bem. Só me lembro que na última vez em que me roubaram o relógio e algum dinheiro eu argumentei com o assaltante que compreendia que ele tinha que me roubar, mas que por estar nas vésperas do Dia das Mães achava que era justo que ele me levasse somente o relógio e metade da quantia que eu tinha na carteira. Nesse momento achei interessante a atitude do rapaz que abaixou a arma colocando-a dentro da sua calça, disse que eu era um cara legal e que só passasse o relógio e o dinheiro da minha carteira que eu achava que ele merecia.
Abri a carteira, mostrei a ele quanto eu tinha e dei a ele exatamente a metade. Ele tomou a parte que lhe cabia e foi embora me agradecendo com um obrigado. Eu continuei parado onde estava, me sentido ileso e bem por ter desfeito o programa maligno que havia concebido na minha mente contra um padrão de pessoas.
EU TE AJUDO, VOCÊ ME AJUDA
É como se houvesse uma ligação contínua entre cada um de nós. Quando eu encontro dentro de mim o que está fazendo com que a minha visão distorça a realidade, a realidade se mostra muito menos terrível quanto aquilo que eu havia imaginado, pois o que eu havia criado na minha mente era fruto de memórias antigas que me faziam entrar no automático em determinadas situações.
Existem milhões de coisas acontecendo à sua volta nesse exato momento. Veja que cada pessoa, animal, vegetal, objeto em nossos ambientes é constituído de átomos que vibram e se movem em diferentes velocidades para compor aquilo que nós vemos. Indo mais profundo, o que vemos é uma interpretação tosca do que acontece realmente, já que não conseguimos enxergar átomos, somente pessoas, animais, vegetais e objetos. Assim, como não temos a mínima noção do que realmente acontece, será que poderíamos nos ajudar a compreender melhor a realidade?
Quando eu ajudo alguém, estou apenas ajudando a mim mesmo, pois estou me comprometendo comigo a agir no plano físico o que o meus sentimentos e pensamentos já agiram no campo emocional e mental. Quando unimos esses três planos e os guiamos para ajudar aos outros e conseguimos crescer com isso, só estamos nos ajudando a avançar mais um milímetro no desenvolvimento pessoal e espiritual.
O empreendedorismo consciente fruto da pura inspiração, leva o empreendedor a dar passos largos na escala evolutiva como um ser humano de bem e co-criador do mundo que o envolve. Concluindo, à medida que compartilho com os leitores deste blog minhas experiências, me ajudo a sintetizá-las e internalizá-las para o meu próprio crescimento.
Portanto, ajudar é preciso, compartilhar é necessário e crescer é definitivo.
“Penso 99 vezes e nada descubro. Paro de pensar, mergulho no silêncio da minha alma e a verdade me é revelada.” – Albert Einstein.
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Concordo com esse texto, muito interessante!