Talvez receba algumas críticas novamente por escrever mais um artigo agressivo, mas não estou aqui para ficar me escondendo atrás da mesa, de papéis e de contratos para fazer você ficar confortável. Na verdade, como seres humanos somos selvagens, ferozes e passamos a vida inteira sendo domesticados a não sermos dessa forma, a não agirmos com naturalidade baseado naquilo que somos.
Ontem o @miguelcavalcanti enviou um twitter do @dudafleury sobre preparação e foco na vitória apontando para um vídeo que exibia o haka da equipe de rugby da Nova Zelândia.
Fiquei impressionado com o furor dos atletas ao fazerem um enfrentamento antes do jogo da sua equipe com a adversária. Aquilo ali para mim já é uma pré-vitória, pois é o mesmo que nossos ancestrais faziam antes das batalhas e das guerras. Impressionante e entusiasmador.
Quantos pais estão em casa procrastinando sem entender que o papel do homem-animal é sair à caça, se arriscar, dar a sua cabeça à morte para alimentar aqueles da sua linhagem? Quantos não estão sentados escondidos atrás da mesa do escritório fazendo o que não gostam, se desrespeitando, só para manter seu contra-cheque no final do mês? Quantos se sujeitam a não ser a única pessoa que deveriam ser com a desculpa de que as coisas são difíceis, de que o mundo é um problema, de que o sistema não está certo, só para fazer churrasco no final de semana, assistir futebol com os amigos e depois ficar chorando dizendo que isso ou aquilo é culpa dos outros?
Homem não chora. Homem tem que ter raça. Homem tem que partir pra briga. Homem tem que lutar, tem que dar a cara à tapa, tem que sustentar a linhagem, tem obrigação de crescer e parar de falar que o problema está nos outros ou no sistema.
Ser bunda-mole um dia, faz parte do processo de domesticação, mas continuar sendo bunda-mole é opção de quem não tem culhão para aguentar as consequências de ser aquilo que deve ser.
Vergonha na cara bunda mole!