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Não trave a vida

18 de agosto de 2009

A vida pode lhe apresentar diversas oportunidades e você pode escolher, sem saber, aquilo que não faz o menor sentido para a sua natureza por pura ignorância. Não trave a vida. Fazer uma escolha não é complicado quando já se iniciou o caminho do autoconhecimento. Waheguru é um termo na língua punjabi que significa “Maravilhoso Professor” e que, na minha interpretação, não faz referência a um ser maior que nós ou algo do tipo, mas sim da capacidade que temos de sermos professores de nós mesmos.

Para ser um Waheguru de si mesmo, é preciso se conhecer, saber o que não se quer e também o que se quer. Saber como funcionamos, como e onde somos melhores e também o que nos faz sentir em paz com a nossa própria vida. É como se houvesse uma linha vertical imaginária traçada dos nossos pés à nossa cabeça e nela estivessem descritas todas as propriedades que nos fazem um ser único e diferente.

Já percebeu que há uma vontade louca do homem padronizar tudo e todos e que no final das contas quem se destaca é o diferente? Não seria porque o diferente é na verdade diferente? Existe algum ser humano que seja igual a outro?

Se estamos alinhados com nossas habilidades, qualidades, talentos, competências e sabemos bem que nós somos diferentes e não iguais aos outros, podemos concluir também que o que ocorre na nossa vida, também é diferente (bem diferente) do que acontece na vida do outro, por mais que o outro seja nosso irmão gêmeo, tenha sido criado sob o mesmo teto, conquistado a mesma profissão, etc.

Somos diferentes e nossa vida também.

Geralmente travamos a vida (as oportunidades) tomando por base parâmetros externos como o que ocorreu na vida de outra pessoa para tomar as nossas decisões. Tomemos por exemplo uma febre alta ou uma dor de cabeça. A maioria das pessoas trava essa dor tomando algum remédio e não aproveitando esta oportunidade para enxergar o porque de ter ficado com a dor de cabeça.

Aproveite a dor, aproveite a pobreza, aproveite tudo que colocam como uma coisa ruim observando isto como uma oportunidade de crescer com a experiência. Se você acaba com a experiência, simplesmente não viveu e se não viveu, não pode servir dignamente aos outros.

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