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Quais são os seus valores?

11 de abril de 2009

Estou quase terminando de ler um livro muito bom que tem a intenção de nos fazer descobrir qual o nosso propósito de vida. “What’s Your Purpose?” do ator e empresário americano Richard Jacobs, possui técnicas bastante interessantes de coaching para levar seus leitores a se darem conta em algumas horas do que estão fazendo com as suas vidas. Recomendo a leitura e gostaria de tratar hoje sobre uma das partes que me chamou muito a atenção: a maneira como ele propõe que sejam descobertos os nossos valores-chave.

NOSSA LÁPIDE

O quê estaria escrito na sua lápide, se houvesse apenas uma única palavra que melhor representasse a maneira como você gostaria de ser lembrado após sua morte?

Difícil não? Eu também achei, porque falar em uma só palavra a maneira como eu gostaria de ser lembrado pelas pessoas após a minha morte, pode parecer meio incompleto, porém, ao contrário, é uma ótima pergunta para descobrirmos qual o nosso principal valor-chave que guia ou guiará as nossas vidas daqui pra frente.

Anotei algumas palavras no papel, mas não conseguia determinar qual delas seria a melhor dentre aquelas que havia escrito, mas, Richard, tem uma técnica ótima para descobrir qual palavra passaria A Mensagem da nossa vida.

1. Escreva apenas sete palavras
Escolha sete palavras que descrevam a maneira como você gostaria de ser lembrado. Na realidade, não precisam ser apenas sete, pois você pode anotar no papel todas as palavras que façam sentido para você, porém priorize as palavras que escrever e faça com que restem apenas sete delas no papel, sem se importar, é claro com a prioridade entre elas. No meu caso, eu escrevi as palavras: amizade, felicidade, companheirismo, jovialidade, entusiasmo, paixão e amor. Escrevi algumas outras, mas as sete palavras principais foram essas aí e não me preocupei em dizer prontamente qual delas era a que mais traduziria a minha vida, apenas deixei-as assim no papel. Faça o mesmo.

2. Combine essas palavras em duplas
Agora que você possui um conjunto com apenas sete palavras, combine-as em duplas deixando uma de fora (a menos importante). A combinação não é aleatória e deve ser feita escolhendo-se as palavras que combinem entre si. Voltando ao meu exemplo, combinei amizade com companheirismo, jovialidade com entusiasmo e paixão com amor. Ou seja, verifique nas suas palavras quais delas possuem o sentido mais próximo uma das outras. Paixão é um ingrediente do amor, ou vice-versa, assim como companheirismo complementa amizade. No final das contas você é quem define qual a melhor maneira de combinar as suas palavras e o resultado tende a ser o mesmo.

3. Escolha a melhor palavra de cada dupla de palavras
Agora, basta que você escolha qual palavra de cada dupla faz mais sentido para a sua vida. Verifique em cada dupla de palavras, qual delas você prefere, qual delas você gostaria que estivesse escrita na sua lápide. Eu escolhi paixão ao invés de amor, na dupla paixão-amor, porque eu prefiro muito mais estar apaixonado do que estar amando, tendo em vista que na minha concepção o amor é algo mais abrangente enquanto a paixão é algo que temos por apenas uma única pessoa ou única causa em um único momento. Amo minha mãe, minha irmã, meu filho, meus amigos, mas sou apaixonado somente por aquela garota ou aquela causa, aquele trabalho, aquela idéia, etc. Nas outras duplas de palavras, amizade-companheirismo e jovialidade-entusiasmo, escolhi amizade e entusiasmo, respectivamente.

4. Escolha uma das três palavras
Agora restaram apenas três palavras que, no meu caso, foram: paixão, amizade e entusiasmo. Neste ponto você já deve ter a idéia de qual delas é a melhor para você e assim pode escolher logo a sua para escrever na lápide, porém se você ainda não consegue identificar qual delas é a que melhor representará a sua vida após a morte, tente combiná-las uma a uma e eleger novamente qual é a melhor. Por exemplo, na minha opinião:

  • paixão > amizade
  • amizade < entusiasmo
  • entusiasmo < paixão

Ou seja, enquanto amizade perde em duas combinações e entusiasmo em uma, paixão vence em duas, logo, paixão torna-se o valor-chave para a minha vida. Sem paixão eu não sou nada. Isto é uma verdade porque me apaixono pelas coisas, pelas pessoas, pelas histórias, etc. Eu me apaixono, eu não amo somente. Eu crio uma atmosfera em torno das situações, das histórias, das pessoas que me fazem amá-las completamente. Faço isto até comigo mesmo quando me dou conta que é ótimo estar na minha pela fazendo o que eu faço e me divertindo bastante!

Faça este exercício e exponha aqui qual o seu valor chave. Você não tem nada a perder e, quem sabe, algumas coisas passem a fazer mais sentido para você a partir de então.

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1 Comentários

  • celise, em 10 de julho de 2011

    Adorei o pouco que li, amanhã eu volto pra ler mais
    Preciso saber o que fazer da minha vida, ja tentei de tudo e está muito dificil.

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