Utilize seus talentos para ser a diferença que deseja para o mundo
No artigo de ontem, escrevi sobre o porque da maioria das pessoas não gostarem de serem elas próprias e utilizei um gráfico com três esferas onde em cada uma delas dizia: No que você é bom? O que você nasceu pra fazer? E o que as pessoas pagariam você para fazer? Todas perguntas que utilizamos no coaching de talentos, mas que ficaram muito melhor representadas nessa imagem do que apenas falar sobre talento e competência.

Studio with Plaster Head – Pablo Picasso (verão de 1925)
Imagem por wallyg
“Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer.” – Pablo Picasso
NO QUE VOCÊ É BOM ou QUAIS SÃO AS SUAS COMPETÊNCIAS?
Desde os meus 14 anos eu me interessava muito por computadores. Comecei a mexer em um 386 e depois não parei mais. Logo, logo aprendi a programar e adorava escrever linhas e linhas de código, mesmo que, naquela época, eu tivesse que escrevê-las no papel para depois testar no computador. Arranjei bons empregos e bons trabalhos também como autônomo, mas nunca me destaquei no ramo pelo o quê eu fazia no computador, mas sim pelo o que eu fazia fora dele. Me sentia muito bem programando, mas nada se comparava a ter que negociar um sistema com um cliente ou levantar as suas necessidades. Tendo uma competência no talento Científico-tecnológico maior do que o meu próprio talento (como diz meu mapeamento de talentos) eu só demonstrava que a minha área de atuação deveria ser muito mais a relacional do que a tecnológica.
Todos somos bons em alguma coisa. Fazemos muito bem determinada tarefa, mas até que ponto aquela tarefa é realmente aquilo que desejamos fazer todos os dias das nossas vidas? Veja o meu caso. Era óbvio que eu tinha que migrar para uma área que envolvesse mais as pessoas, mas como eu só conhecia aquela forma de ganhar dinheiro (programando), cultivava medos que me impediam de fazer aquilo que eu realmente fazia bem: lidar com pessoas.
O leitor pode tomar nota do que sabe fazer bem no seu dia-a-dia e guardar essas anotações para confrontar com a próxima lista. Você pode anotar, por exemplo, que prepara um excelente almoço de domingo ou que é o melhor criador de powerpoints do escritório. Escreva tudo aquilo que você sabe fazer e que tenha aprendido durante a vida. Estas são as suas competências. É onde você se destaca dos outros fazendo algo que realiza como ninguém.
O QUE VOCÊ NASCEU PARA FAZER ou QUAIS SÃO OS SEUS TALENTOS?
Desde pequeno alguém devia olhar para você e falar: “Nossa! Como ele é bom nisso!” O que era esse “isso”? O que você se sente bem fazendo? O que você fazia bem na infância? Note, que talento não é o mesmo que competência. Muitos confundem as duas palavras, mas talento é algo que você coloca pra fora naturalmente, de maneira fácil e que ainda lhe faz bem. Até mesmo por isso, no método Maksuri de Gestão de Talentos, utilizamos as siglas TRPP e CRPP, ou seja, Talentos de Realização Pessoal e Profissional e Competências de Realização Pessoal e Profissional. Tanto talento como competência necessariamente precisam te realizar pessoal e profissionalmente e, principalmente, devem estar alinhados um ao outro.
Eu, por exemplo, possuo o TRPP principal de ENTUSIASTA e os de apoio de FILOSÓFICO-ESTRATÉGICO, ARTISTA, CRIATIVO e COMUNICADOR. Isto, se reflete e se refletiu na minha vida como aquele que adora animar uma festa e juntar pessoas; que fica pensando horas sobre a origem do universo e das coisas; que canta, toca, faz piada; que cria objetos, desenhos, idéias; e que se comunica com o mundo através da fala, da escrita, das reuniões em grupo e, é claro, do blog.
Quando criança, você dançava, corria, pulava, se sujava ou fazia muitas travessuras? O que mais gostava de fazer quando criança? E o que gostava de fazer quando adolescente? E agora? O que mais gosta de fazer? Esqueça o dinheiro e o tempo definitivamente e pense: O que, lá no fundo, você ama fazer? Anote tudo isso.
O QUE AS PESSOAS PAGARIAM VOCÊ PARA FAZER?
Alinhar seus talentos e suas competências com aquilo que o mundo necessita pode parecer difícil à primeira vista, justamente porque talvez a primeira impressão que se tem é que será necessário fazer uma complicada pesquisa de mercado. Porém, muito pelo contrário, basta que você encontre a sua chave, que as portas do mundo se abrirão para você.
Evidentemente tudo fica muito mais fácil quando você passa por um processo de coaching de talentos, fazendo o seu mapeamento de talentos, o seu mapa mental de talentos, construindo a sua missão de vida, sua visão de vida para daqui a cinco anos e seus valores e princípios para desenvolver os seus talentos criando algo único, que faça a diferença no mundo e que lhe traga prosperidade com o apoio de um coach. Mas, quando se quer colocar os talentos para fora, qualquer um, agindo naturalmente pode conseguir, bastando ter compromisso, disciplina e audácia para conquistar o desconhecido onde mora a sua liberdade.
Ao longo desse caminho, você pode começar a ver que já que é bom fazendo planilhas e se sente bem subindo em árvores ou escalando montanhas, o ideal é que trabalhe em planejamento de corridas de aventura ou de novos negócios, uma vez que o desafio de escalar montanhas e criar negócios de sucesso, quase sempre é o mesmo ou até maior.
PASSO-A-PASSO
Unir aquilo que se tem competência com o talento é fundamental para conquistar a prosperidade que é sua por direito. Basta colocar os talentos realmente para fora que as coisas acontecem. Confie em você e no processo.
Marcos Rezende, é consultor, coach, escritor e empreendedor da área de tecnologia e internet à frente da Noxion. Através do projeto Insistimento trabalha conscientizando pessoas sobre seus talentos inatos apoiando-as a buscarem na profissão e no empreendedorismo uma forma de servir ao mundo sendo a diferença que desejam para ele.