Tenho refletido muito sobre a sociedade em que vivemos que nos subjuga tornando-nos fracos, oprimidos e impotentes. Reflito bastante sobre em que o medo contribui para as nossas vidas e chego a algumas conclusões alarmantes que ou são invenção da minha cabeça ou realmente existem. Uma delas diz respeito a observação do medo na perda do poder interior e a outra se refere ao poder de influência que temos ao observar este medo. O veredito deixo com você leitor, mas como sugestão, sugiro que leia este artigo ouvindo a música Little Boxes de Nara Leão para perceber a insanidade da nossa sociedade domesticada.
FORA DA “CAIXA” NÃO HÁ SALVAÇÃO
Incrivelmente sempre fomos domesticados a pensar que a solução para os nossos problemas está fora ao invés de dentro de nós. Seja quando nossos ancestrais pertenciam a tribos ou agora que fingimos independência, sempre cultuamos ao Sol, a Lua, as estrelas, a Buda, a Jesus, a Cruz, a Dalai Lama, etc. Nunca veneramos a nós mesmos como mestres para resolver os nossos problemas. Somos responsáveis por tantas coisas e pessoas que não conseguimos ser responsáveis por nós mesmos. Nossos filhos não podem andar nas ruas porque serão assaltados, não podemos fazer transações sem assinar papéis porque seremos enganados, não podemos comer doce porque vamos ter diabetes, não podemos fazer ou falar nada que não esteja escrito nos dez mandamentos porque não seremos salvos. Após trabalhar anos e anos e perder a alegria da criança e do jovem que tínhamos, a única coisa boa que se espera que aconteça conosco é sermos recompensados com uma salvação. Leia-se SAL-VA-ÇÃO.
EU TENHO MEDO DE SER EU MESMO
O pior medo é o medo de si mesmo. Particularmente, eu mesmo às vezes tenho medo de mim e das minhas atitudes que a cada diz rompem mais com os padrões de sociedade que conhecemos. A postura crítica que assumo diante das situações, tanto na minha vida pessoal e nas consultorias de coaching que presto trazem destaque para quem eu sou, mas também chocam muito as regras descritas nas instruções que vem na “caixa”.
Se você só tivesse que se preocupar com a sua vida, esquecendo esposa ou marido, filhos, mãe ou pai, o que estaria fazendo exatamente agora? Com quem estaria casado? Em que estaria trabalhando? Para que levantaria todas as manhãs?
Sempre que o nosso medo ultrapassar o amor que sentimos por nós mesmos, permaneceremos dentro de caixas com selos e etiquetas nos dizendo quem somos e o que devemos fazer para não “incomodar”. Mas se valorizarmos mais a nós mesmos do que aos nossos medos, passaremos a viver uma vida com a satisfação de conhecermos dia após dia quem nós realmente somos por trás do nosso nome e de todas esses rótulos que nos puseram.
MAIS MEDO = MENOS PODER OU MAIS PODER
Quanto mais medo temos, menos poder possuímos e mais poder damos a quem impõe este medo. Se você trabalha e ganha um salário razoável para trabalhar de segunda a sexta-feira de maneira razoável e atingir algumas metas razoáveis, é razoável pensar que você não merece ter qualquer alegria na vida a não ser aquelas colocadas pela sociedade razoável.
Imagine que você fosse um rato e vivesse livre em uma casa. Num dado momento, incomodados com a sua presença em liberdade, os donos da casa resolvem espalhar ratoeiras que machucam os seus irmãos que também vivem em liberdade junto contigo. É claro que você, como um rato “inteligente” que é, não irá mais freqüentar alguns lugares da casa por achar que lá existem ratoeiras e irá preferir andar menos e sem incomodar para passar despercebido pelos donos da casa, evitando que você ou a sua família sofram qualquer dano. Assim, sua família de ratos têm menos poder, mas vivem com algumas bolas de queijo de felicidade que aparecem uma vez ou outra nas suas vidas. Rato vivo é melhor que rato morto.
ADORE A SI MESMO
Como disse nos parágrafos anteriores, sempre cultuamos a imagem de algum ser ou de algum objeto onde depositamos todas as nossas crenças, mas nos esquecemos de cultivar crenças em quem realmente pode nos ajudar: nós mesmos! Portanto, de hoje em diante, passe a cultivar a sua própria imagem. Olhe-se no espelho todas as manhãs e diga a si mesmo que se ama, que é apaixonado pela sua maneira de ser, que acredita que tudo que lhe acontece é bom e que você é uma pessoa boa e que merece toda a felicidade que o mundo tem para lhe dar.
Se quiser continuar fazendo preces a qualquer entidade fora de você que admire, tudo bem, mas não se esqueça de colocar nas suas orações a pessoa mais importante da sua vida: você mesmo! Peça a você mesmo que tenha mais garra no dia de amanhã, que seja mais esclarecido e mais focado e que pare de pensar nos problemas e foque nas soluções. Ao terminar os seus dias daqui para frente, faça um feedback consigo mesmo e pergunte-se o que fez de bom naquele dia e o que fez que pode melhorar para o próximo dia que irá nascer. Siga em frente, só em frente, acreditando em você e nos seus talentos primeiramente, sem olhar para trás e com o foco só nos teus objetivos grandiosos e cheios de poder pessoal.
Procure ser a diferença na sua vida que ela se multiplicará na vida de outros.
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