16 July 2008
Como seguir a “correnteza” dos seus talentos
por Marcos Rezende - Coach de Talentos para Empreendedores
em Coaching; Gestão de Talentos.
Todos nós temos talentos, porém poucos de nós sabemos que os temos e, principalmente, sabemos como e onde usá-los. Tentamos de inúmeras maneiras seguir as fórmulas do sucesso de outras pessoas ao invés de seguir o nosso coração e nos tornarmos nós mesmos. Foi pensando nisso que eu comecei a refletir sobre a vida que tive até aqui e percebi que o meu “barco” ficou durante muito tempo enrolado nas plantas que beiravam o “rio” da minha vida. Principalmente quando eu tentava remar contra a minha “maré” ou tentava seguir a “maré” de alguém. E assim nasceu a pequena história a seguir.
Era uma vez uma vila de pescadores onde há três gerações, meninos eram preparados desde cedo para remarem contra a maré de um rio para fazer a colheita de uma plantação localizada na parte de cima do rio, onde a terra era mais fértil e o alimento era farto. Ninguém da vila se importava com os “talentos” de cada um daqueles meninos, mas sim com o sucesso de conseguir a comida que todos precisavam. A viagem era muito dolorosa e cansativa e, por diversas vezes, um ou outro homem da comunidade morria nessa viagem em busca do “sucesso”.
Até que um menino chamado Pedro nasceu e seus pais decidiram criá-lo de uma maneira diferente. Expondo Pedro a situações diferentes dia após dia através de brincadeiras, foram percebendo quem o Pedro era e o que ele poderia oferecer para a comunidade. Sempre magro e nada forte, Pedro estava se tornando um jovem demasiadamente ágil e conseguindo ser o melhor em diversas competições organizadas na comunidade que tinham como desafio a agilidade de transpor obstáculos.
Além disso, o jovem Pedro, era um apaixonado pelas águas do rio e todos os dias, sem exceção, sentava à beira do rio e o admirava sem parar por horas e horas até anoitecer. Luas e luas passavam e Pedro se divertia ao ver como os peixes aproveitavam a correnteza para chegar mais longe e com menos esforço. Ele também percebia que de tempos em tempos a maré do rio enchia e encobria toda a parte do vale que antes era preenchida por terra. E foi nesse momento que Pedro teve um idéia: “Opa! Espere! Acho que tem uma maneira mais rápida e mais fácil de chegar até a plantação!”
No dia seguinte, Pedro já estava lá na beira do rio, todo ágil, colocando o seu projeto em prática. Com o rio de maré cheia e correnteza forte, ele entrou no barco e começou a deixar a correnteza levá-lo para o outro lado do rio, mesmo que dessa maneira o número de obstáculos (pedras, galhos, árvores, plantas aquáticas, etc.) se multiplicavam ao longo do trajeto só deixando uma alternativa para Pedro: utilizar os seus talentos inatos como ferramentas para desviar, pular, girar e transpor os obstáculos. Assim, acabou por avistar um caminho logo à frente que o levava para a mesma plantação, em cima do rio, só que pelo outro lado.
Foi uma alegria só ver aquilo tudo ali, totalmente disponível. Bastava obervar o rio, saber a época certa que, quase sem esforço algum, era possível de agora em diante colher o “sucesso” proveniente do uso correto e eforçado dos seus talentos inatos.
Alguma semelhança?
3 comentários de insistidores...
Fernando (Mestre Zen) disse:
17 July 2008 at 1:02.
Adoro histórias do tipo “fazer diferente”. Me lembra muito aquela campanha publicitária da Apple que ficou para a história, sobre o “Think Different” que mostra como as pessoas que mais afetaram a humanidade também eram as mais loucas e diferentes.
Lucas Oleiro disse:
17 July 2008 at 18:26.
“As mesmas atividades levam aos mesmos resultados” - isso eu vi em um cartaz na academia do campeão Ronnie Coleman ![]()
Marcos Rezende disse:
21 July 2008 at 22:13.
@Fernando (Mestre Zen): Pois é “Mestre”. Os mais loucos mudaram e mudarão o mundo, mas não por serem loucos, mas por não concordarem com a “normalidade” que os impõem.
@Lucas Oleiro: E outras atividades, obviamente, levam a resultados bem diferentes!


