Acabo de assistir ao mega-power-evento Pangea Day! Apesar de ter chegado apenas às 17h em casa, pude acompanhar a metade do evento que reuniu cineastas de todo o mundo em torno de uma só causa: A Paz Mundial.
Todos os filmes exibidos me emocionaram bastante, mas a frase que ficou na minha cabeça foi a de Bassam Aramin, um pai palestino membro dos Combatentes pela Paz, que teve a sua filha de 10 anos morta à sua frente quando saía da escola após ter feito uma prova final. Foi surpreendente vê-lo no filme exibindo as fotos da sua flha e perguntando ao camera-man: “Como pode alguém matar a troco de nada uma criatura de tamanha beleza, como era a minha filha. A troco de nada! Por nada!”
Eu hoje vivo em comunidade, com pessoas que não são da minha família e que ainda são de outras culturas. Com isso, por vezes, eu convivo com algumas que são bagunceiras, outras que falam alto e ainda outras que pouco falam. Isso até chegou a me afetar por algumas vezes, mas bastava eu pensar que devia aceitá-las e respeitá-las do jeito que são, que no mesmo segundo aquele sentimento de angústia passava e eu retornava à paz.
Muitas filosofias ancestrais nos transmitem que devemos mudar o nosso mundo e não tentar mudar o mundo dos outros para que os deles fique igual ao nosso. E é isso que eu penso sobre guerras e sobre a Pangea, nosso continente antigo que devemos recuperar.
Eu estou tentando a todo custo mudar a mim mesmo estudando diversas doutrinas e posso dizer que é muito difícil caminhar sozinho na rua e ver que realmente estou só e que isso não é ruim, é apenas uma realidade. A de que sou só e de que tudo que existe ao meu redor é apenas uma ilusão que os meus olhos montam a partir da minha realidade e das auto-sugestões gravadas em meu cérebro desde o meu nascimento nesta vida.
Se libertar dessa ilusão e voltar a ver o mundo e as pessoas como elas são, sem nenhuma intenção, é o meu papel para viver em paz comigo, com os outros, com o mundo e com o universo. Lao Tsé nos ensinou pelo Tao Te Ching: “Agir pelo não-agir!”. Poderoso não? Você já teve algum momento onde o não-agir, agiu?
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