3Julho2008
por Marcos Rezende em: Gestão de Talentos; Coaching.
Hoje, enquanto caminhava pela rua para ir a um cliente, comecei a refletir sobre uma pessoa que conheci recentemente e que me disse que gostaria de participar de um novo projeto que estou conduzindo, mas que não queria nenhum “comprometimento” com ele. Ora, pensei, como pode alguém se dispor a fazer parte de uma equipe se não pode se comprometer? Impossível! Eu não consigo me imaginar fazendo algo em que não esteja comprometido 100% do meu tempo e talvez seja essa a razão de ter tido tantos problemas de relacionamento, já que uma pessoa comprometida é como um elefante e incomoda muita gente!
Quando estávamos na barriga da nossa mãe, momentos antes do nosso parto, fizemos um pacto conosco mesmo para nascer. Passássemos o que tivéssemos que passar, nós iríamos nascer de qualquer jeito, mesmo que para isso, corrêssemos o risco de morrer durante este processo. De fato, apostamos a nossa vida quando decidimos que iríamos desbravar o desconhecido e nascer. E isto, infelizmente, não estamos mais dispostos a fazer.
Por algum motivo, nós, tolos, não nos comprometemos com mais nada na nossa vida. Após o nascimento, a grande sacada tornou-se em empurrar a vida com a barriga, deixando-a nos levar até que a morte batesse à nossa porta. Na minha opinião, a responsabilidade disso acontecer é dos pais, dos avós, bisavós e toda a nossa ancestralidade culturalmente construída com base no apego, onde cada um cuida da vida do outro e constrói uma teia gigante onde a grande maioria de nós fica amarrada por anos e décadas.
É claro que eu também já fui assim um dia e, em algumas situações atualmente, ainda não me comprometo por inteiro em viver plenamente a minha vida. E isto tem uma razão muito clara: não ter metas objetivas deixa a minha mente vagar e cair no submundo de informações sem sentido e sem verdades. Sem propósito.
Voltando à cena do nosso nascimento, comecei a imaginar se cada ser humano vivesse plenamente a sua vida erguendo-se sobre um bloco bem firme de valores e movendo-se para a frente de cabeça erguida e com o foco em uma missão pessoal desafiadora. Algo como a equipe de vôlei masculino brasileiro que por anos e anos tem ocupado algum lugar nos pódios das mais diversas competições por todo o mundo. São pessoas talentosas que conhecem seus “poderes pessoais” e que se aliaram a outras pessoas do mesmo calão com o objetivo único de darem o melhor de si para cumprir suas missões individuais e colaborar com a missão coletiva de todo o grupo. Pra mim, se isto funciona com uma equipe de seis ou doze jogadores, poderia funcionar muito bem em grupos bem maiores como em uma empresa e, quem sabe, em toda a sociedade.
O termo comprometimento está em pauta em diversas literaturas hoje em dia, mas até que ponto esta palavra tem sentido e é colocada em prática? Eu ainda não me conheço muito bem, mas já defini uma missão de vida que está muito próxima ao que provavelmente é a minha missão real de vida e é isto que tem me feito levantar todas as manhãs com um ar diferente e risonho no rosto. O mesmo pode acontecer com você, é só querer, pois quando você quis você fez o mais difícil: NASCEU!
Você tem uma missão, um objetivo, um motivo para levantar-se todos os dias?
2Julho2008
por Marcos Rezende em: Gestão de Talentos; Coaching.
Muitos já passaram por essa situação, principalmente as mulheres, que compõem o nicho de mercado alvo dessa ordem de insetos cujos representantes são popularmente conhecidos como baratas.
Você está lá, sentado ou sentada no seu sofá, tranquilamente vendo o seu programa favorito de televisão quando, de repente, surge um ser, do nada, no meio da sala e te olha, com aquela cara de besta e fica ali por longos segundos completamente parado, sem esboçar qualquer reação, só curtindo o somzinho da sua televisão e a sua cara de pavor. Você não sabe de onde aquele inseto veio, nem pra onde vai e muito menos pra quê ele serve, mas ele continua ali, só pra te incomodar.
Assim é comportamento que a maioria dos empreendedores possui. Ele abre uma loja com um nome americanizado e sem qualquer significado perto da sua casa pra vender algumas coisas só por vender e você passa anos sem fazer a mínima idéia do “por quê” de ele estar ali, parado, estatelado na sua calçada. Em servicos então é o que mais se vê. Empresas completamente estáticas, sem movimento nenhum que ficam olhando para o mercado e pensando sem parar no quê vão fazer. Aí, é batata, em pouco tempo vem a concorrência e começa a correr atrás desse “empreendedor barata” até que consiga matá-lo e jogá-lo no vaso sanitário para que não restem chances de retorno.
Numa era que tem como prioridade elevar a consciência das pessoas para contribuir com o todo é fundamental que os empreendedores não sejam como as baratas. É função básica de qualquer ser humano saber de onde veio, o que faz e pra onde está indo. Só assim o todo será beneficiado. É responsabilidade de todos empenhar-se dia após dia no desenvolvimento do seu potencial inato para poder servir aos demais e não apenas usufruir do mundo a sua volta sem deixar nenhuma marca, nenhum impacto, nada, coisa alguma. O ser humano é uma espécie eminentemente social e a tentativa de compreender e manipular o mundo à sua volta, possibilitou que desenvolvêssemos tecnologia e ciência como um projeto comum e não individual. Mas poucos são os que a isto se dedicam.
Como então, deixar de ser uma barata?
Tomando consciência da sua vida em todos os aspectos e fazendo um mapeamento de onde está e para onde está indo é um bom começo. No ano passado eu mapeei toda a minha vida em torno da pergunta “O que eu quero?” e isto se mostrou uma excelente ferramenta para que eu deixasse de viver fora da realidade e sem saber a razão de estar vivo.
Mapeie-se. Saiba suas origens. Descubra seus talentos e utilize-os para o bem do todo. Procure entender quem é por trás do nome escrito na sua carteira de identidade. Olhe acima da sua condição de vida. Não seja uma barata. Nunca mais se apresente a alguém sem saber de onde veio, o que faz e pra onde está indo. Você pode estar perdendo a grande oportunidade de ser a única pessoa que você tem a chance de ser: VOCÊ.
Se você aparecer na minha frente novamente com essa cara de besta eu vou correr atrás de você até dar um pisão bem firme no meio da sua cabeça. Estamos entendidos?
30Junho2008
por Marcos Rezende em: Gestão de Talentos; Coaching.
Nesse final de semana eu estive em São Paulo fazendo os cursos “Auto-gestão de Talentos e Sinergia de Equipe” e “Formação Básica em Coaching de Talentos” do Método Maksuri de Gestão de Talentos e posso garantir que foi um investimento ótimo para mim que há tempos procurava metodologias para descobrir os talentos inatos de cada pessoa e desenvolvê-los.
Foi um curso bastante intenso como eu não esperava. Diferente de outros workshops e cursos que vejo por aí, neste a interação entre os participantes e com os ministrantes do curso era de cem por cento e isso me deixou um tanto cansado demais ao final de cada dia do curso. No primeiro dia, um workshop de “Auto-gestão de Talentos e Sinergia de Equipe”, o objetivo de cada participante era o de desenhar um mapa mental dos seus talentos, descobertos através de um software de mapeamento on-line, definir um objetivo profissional para ser concluído nos próximos três meses, criar uma definição de missão e uma definição de visão de futuro pessoal, verificando se estes estavam alinhados com o sonho mais amado de cada um. Intenso!
Com esses “artefatos” em mãos, estava pronto para encarar o segundo e terceiro dias de curso que consistia na “Formação Básica em Coaching de Talentos” que foi desenvolvido quase que totalmente em duplas, onde cada um dos participantes atendia o outro através das técnicas de coaching transmitidas pelos próprios criadores do método, Mauro Press e Débora Duarte. Técnicas poderosas de descoberta de talentos! Isto, porque durante o processo, era somente permitido fazer perguntas bem abertas para o coachee (nome dado ao cliente que recebe o coaching) deixando-o à vontade para transmitir a “sua” resposta e não transmitir uma resposta influenciada pelo colega que conduzia o processo.
Ainda estou redigindo o meu projeto de utilização do Coaching de Talentos como ferramenta básica para o método do Insistimento de Criação e Implantação de Novos Negócios, mas na semana que vem, como tenho que fazer um “estágio” e apoiar ao menos três coachees nesse primeiro mês (requisito do Método Maksuri), lançarei uma promoção no estilo ganha-ganha onde você poderá ser beneficiado do processuo de coaching de talentos conseguindo atingir um objetivo seu nos próximos três meses alinhado com a sua missão, visão de vida e seus valores, quase sem custo algum.
Conecte-se a nós assinando o nosso feed ou assinando por e-mail este blog que, em breve, ótimas novidades surgirão.